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Ministério da Saúde apoia estados e municípios para ampliar a proteção da população

Em 2026, mais de 222 milhões de doses foram distribuídas ao país. População pode conferir a caderneta e se vacinar gratuitamente no SUS

Neste sábado (17), é celebrado o Dia Nacional da Vacinação. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a população tem acesso gratuito às vacinas que protegem contra mais de 20 doenças. Somente em 2026, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 222 milhões de doses para todo o país, apoiando a vacinação de rotina realizada por estados e municípios.

O Ministério da Saúde convida a população a conferir a caderneta de vacinação e verificar se há doses em atraso. Quem identificar pendências deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, conforme os dias e horários de funcionamento em cada região e de preferência levando a caderneta, para receber orientação da equipe de saúde sobre as vacinas indicadas para cada idade e situação de saúde. A ausência da caderneta não impede a vacinação.

O documento também está disponível em formato digital pelo aplicativo ou pela versão web do Meu SUS Digital, que permite consultar o histórico de doses registradas. O acesso é gratuito, por meio da conta Gov.br.

O SUS oferece vacinas contra poliomielite, sarampo, rubéola, caxumba, coqueluche, difteria, tétano, hepatites A e B, febre amarela, meningites, tuberculose, HPV e dengue, conforme idade, histórico vacinal e condições de saúde. O calendário também inclui vacinas para gestantes, como a que protege contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em bebês.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) coordena as estratégias nacionais e apoia tecnicamente estados e municípios, que executam as ações nos territórios. Entre as iniciativas desenvolvidas estão o envio regular de vacinas, o microplanejamento, a identificação de áreas com baixas coberturas, a busca ativa de pessoas não vacinadas e mobilizações nacionais, como o Dia D.  

Aumento das coberturas vacinais

Desde 2023, a cobertura das 16 vacinas do calendário infantil aumentou e o número de crianças não vacinadas caiu 86%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).  Em 2025, a cobertura da primeira dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 93,10% no Brasil.  

Um dos principais resultados desse esforço foi a recuperação, em 2024, do certificado de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, reconhecimento mantido pelo Brasil desde então. O status havia sido perdido em 2019, em um contexto de queda das coberturas vacinais e registro de mais de 20 mil casos da doença.  

Os avanços também são reconhecidos internacionalmente. Dados divulgados pela OMS e pelo Unicef, em 14 de julho, mostram que o Brasil reduziu de 360 mil para 50 mil o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente, uma queda de cerca de 90% entre 2023 e 2025. Com isso, o país passou a integrar o grupo das nações que mais reduziram o número de crianças não vacinadas, evidenciando a recuperação da imunização infantil.

Sarampo

O avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas reforça o alerta para o risco de o vírus chegar ao Brasil. Os EUA registram o maior número anual de casos em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), com quase 4 mil casos confirmados em 2026. Mais de 90% são pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.  

Na região, EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram 99,5% dos casos confirmados em 2026, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No Brasil, foram confirmados 61 casos importados ou relacionados a importação em 2026.  

A vacinação é a principal forma de proteção. A tríplice viral está disponível gratuitamente no SUS, com a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adolescentes e adultos que não foram vacinados também devem procurar a UBS e conferir a caderneta.

Atualizações do calendário de vacinação

Entre 2023 e 2026, o Calendário Nacional de Vacinação passou por mudanças, entre elas a introdução da vacina contra a dengue no SUS, a adoção da dose única da vacina contra o HPV para o público de 9 a 14 anos, a oferta da vacina contra o VSR para gestantes e a inclusão de uma segunda dose de reforço da vacina inativada contra a poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade.

Manter a vacinação em dia protege cada pessoa, a família e a comunidade. Entre os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, estão:

  • BCG;
  • Hepatite B recombinante;
  • Pentavalente (DTP/Hib/HB);
  • Poliomielite inativada (VIP);
  • Rotavírus humano;
  • Pneumocócicas 10-valente e 20-valente;
  • Meningocócica C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningocócica ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • Pneumocócica 23-valente;
  • dT;
  • HPV quadrivalente;
  • Dengue tetravalente.
By EncontrodasAguas

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